Texto Maior
Texto Maior
Texto Maior
Texto Menor
Texto Menor
Texto Normal
Texto Normal
Contraste
Contraste
Libras
Libras
Vlibras

O conteúdo desse portal pode ser acessível em Libras usando o VLibras

Acesso à informação
Acesso à informação

Botucatu, segunda-feira, 20 de abril de 2026 Telefone (14) 3811-1400

Atendimento Atendimento: De segunda à sexta, das 08 às 16h30

Prefeitura Municipal de Botucatu
Segu
20/04
Parcialmente Nublado
Máx 28 °C
Min 16 °C
Índice UV
0.0
Terç
21/04
Parcialmente Nublado
Máx 28 °C
Min 14 °C
Índice UV
0.0
Quar
22/04
Parcialmente Nublado
Máx 28 °C
Min 14 °C
Índice UV
0.0
Quin
23/04
Parcialmente Nublado
Máx 29 °C
Min 15 °C
Índice UV
0.0

Botucatu Sobre a Serra

 

A LOCALIZAÇÃO DE BOTUCATU SOBRE A SERRA

     Nossa cidade está localizada nos altos de uma elevação, longa e contínua, que corta o Estado de São Paulo de fora a fora, chamada pelos geógrafos de Cuesta. Ficamos no trecho que conhecemos por Serra de Botucatu. Os terrenos que formam a Cuesta são muito antigos e têm a forma de rochas, de consistência arenosa e cor avermelhada, sendo conhecidos como Arenito Botucatu. Os geógrafos e os geólogos asseguram que esses terrenos datam de várias épocas.

      Segundo eles, no intervalo compreendido entre 150 e 130 milhões de anos atrás, numa época conhecida como Triássico, pouca chuva, muita poeira e depósitos imensos dela deram origem a essas rochas hoje chamadas arenito, formando principalmente o topo da Cuesta, presentes em altitudes de 700 a 950 metros. Mais abaixo, em torno dos 400 metros, os terrenos são ainda mais antigos, datando de 215 milhões de anos, aproximadamente. Também são de arenito vermelho. No topo, conforme se vai distanciando do front (beirada da Cuesta), os depósitos vão ficando claros, até que o arenito é totalmente branco. Formaram-se no Cretáceo e são conhecidos como Arenito Bauru (morro do distrito Rubião Junior).

 

A Cuesta de Botucatu

      Nesse período antiquíssimo, os continentes ainda não haviam se separado. No interior do megacontinente Gondwana, existente então, formou-se, sob ação dos ventos, ininterruptos, um deserto de dunas construídas com areia de granulação em geral fina ou média. Eram nuvens de areia, constantes, formando, com o longo tempo em que persistiu esse fenômeno, um deserto de dunas, em que os depósitos ora se acumulavam de uma forma, ora de outro. Tudo isso, estudado, ficou incrivelmente visível, nos cortes feitos para a abertura da Estada de Ferro Sorocabana. Ali, nos maciços que são atravessados pela linha da Estrada estão assinalados, para sempre, a intensidade, constância e sentido dos depósitos de areia deixados pelos ventos.

      Hoje, esse imenso deserto de dunas está bem estudado. No Brasil, ele ganhou o nome de Deserto Botucatu, mas fora do país possui outras denominações: Taquarembó (Uruguai), Misiones (Paraguai) e Misiones e Solari (Argentina). Seu tamanho avança sobre boa parte do território das regiões sudeste e sul do Brasil e partes significativas dos países vizinhos, alcançando um total de 1.200 milhão de quilômetros quadrados.

      A areia das dunas, pela cimentação provocada após longo tempo de deposição, transformou-se em rocha, recebendo o nome de Arenito. "Os arenitos da formação Botucatu são compostos, em mais de 95%, de grãos de quartzo médios ou finos, quase não existindo silte ou argila (materiais com granulação ainda menor), e podem conter pequena fração de outras rochas (quartzito e feldspato).Com freqüência os grãos estão envoltos por óxido férrico, que torna a rocha mais coesa e lhe dá coloração avermelhada ou amarelada..."

Escala de tempo geológico com as prováveis épocas de formação do deserto Botucatu fonte revista
Ciência Hoje

 

Vulcanismo de fissura

      Num período posterior, há 130 milhões de anos, já no período Jurássico, o deserto de areia, com suas dunas, foi coberto por colossais derrames de lavas incandescentes. Durante esse processo, através de violentos movimentos sísmicos, a crosta terrestre rompeu-se, lançando, pelas fendas abertas, das profundezas do Planeta, minérios derretidos. Já era um prenúncio das imensas fraturas que iriam dividir o megacontinente Gondwana, separando a América do Sul, da África.

      Não sendo um processo de vulcanismo explosivo, mas de inundação, as lavas, muito fluidas, a 1200 graus centígrados, espalharam-se sobre as dunas de areia, preservando suas formas. Em suma, cobriam as dunas e, no longo tempo em que todo o processo perdurou, passaram a constituir as elevações sobre as quais hoje está construída a cidade. Ao se resfriarem, as lavas acrescentaram às formações arenosas, outros tipos de rocha, chamadas de basalto e diabásio. Essa lava, pastosa e incandescente, cobrindo os depósitos de arenito já existentes, ajudou a dar forma à elevação conhecida por Cuesta.

O Aquífero Botucatu

      Escondidas sob a cobertura do basalto, as camadas de arenito, de grande porosidade e alta condutividade hidráulica, permitiram a acumulação de água, propiciando a formação de imensas reservas subterrâneas de água doce, uma das maiores do planeta. Os terrenos que se escondem sob dezenas de milhares de metros em nosso subsolo, acumularam, com os milênios de mudanças climáticas, quantidades de água, que se situam numa extensão que penetra o subsolo de todos os países que estão situados nas bacias do Paraná e do Chaco/Paraná. A esse megadepósito deu-se o nome de Aquífero Botucatu, exatamente porque as rochas que permitiram sua existência levam o mesmo nome e estão na sua formação, não apenas no Brasil mas em quase todos os países do Cone Sul.

      Muito tempo depois, com a mudança do clima, o deserto vermelho deu lugar a grandes florestas. A cobertura vegetal da Cuesta e suas imediações era formada, até o advento do grande desmatamento do século passado, por árvores como: Ipês, Jatobazeiros, Cabreúvas, Paineiras, Perobas-rosa, Guarantãs, Jacarandás-tã, Figueiras, Araucárias (Pinheiro do Paraná), Araribas, Guajuviras e o "rei" das nossas matas, o Jequitibá, árvore que pode atingir até 50 metros de altura e mil anos de vida, da qual restaram poucos exemplares, de longa vida, no Estado de São Paulo.

Paredão da Serra de Botucatu, surgido após corte feito para a instalação de trilhos da antiga EFS. Visíveis fragmentos de lava vulcânica, intercalados no arenito das dunas. fonte revista Ciência Hoje

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS

ACOMPANHE-NOS

HORÁRIO DE ATENDIMENTO:

De segunda à sexta, das 08 às 16h30

  • Nenhum link de Acesso Rápido Cadastrado!

NEWSLETTER

Assine e receba todas as novidades sobre o acervo de Botucatu.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

FacebookInstagramYouTube

CONTATO

Pça Pedro Torres, 100
Centro
Botucatu - SP
CEP: 18600-900
Telefone: (14) 3811-1400
E-mail: comunicacao@botucatu.sp.gov.br

Ver Localização

Prefeitura Municipal de Botucatu - SP.
Usamos cookies para melhorar a sua navegação. Ao continuar você concorda com nossa Política de Cookies e Políticas de Privacidade.