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Botucatu, segunda-feira, 20 de abril de 2026 Telefone (14) 3811-1400

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Vamos todos virar artistas

     Quando Botucatu ganhou sua primeira Estação de Rádio, o município, como um todo, não tinha ainda 40 mil habitantes. Moravam na cidade pouco menos da metade disso. E alguns, entre eles, talvez muitos deles, cultivavam o hábito diário de freqüentar o jardim do Bosque, à tardezinha,  para ouvir as transmissões de programas através de serviços de alto falantes que alí funcionavam. Como se pode ver, a paixão do botucatuense pelos alto-falantes já vem de longa data. Esses serviços supriram a ausência de uma emissora de rádio da cidade, até o ano de 39. Davam recados, rodavam músicas, faziam oferecimentos e discutiam os problemas da cidade. Tudo como se fossem, realmente, uma emissora.


Concurso para artista
     No ano de 39 existiam dois serviços no Bosque. No primeiro trabalhava Amilcar Pupo Aielo, e o segundo, chamado Rádio Comercial de Botucatu, tinha como diretor o sr. Moysés Feitosa.  Tudo muito precário, mas com estúdio fixo, microfone, toca-discos e tudo o mais do gênero. Diferentes, claro, dos alto-falantes volantes de hoje, porém, com as mesmas funções. Pois foram essas duas iniciativas a base para a busca e seleção dos primeiros artistas e locutores para a futura emissora.
     Já no começo do ano de 39, enquanto Olívio Nardy  remetia ao Rio de Janeiro os documentos exigidos para a licença de funcionamento,  o senhor Feitosa inventou de fazer um show para selecionar artistas para a Rádio de Botucatu. Não teve muita dificuldade pois a nova mania, aquela de reproduzir em Botucatu o que se ouvia nas emissoras do Rio e de S. Paulo, já havia “dado na veia” dos jovens botucatuenses. Dezenas de candidatos apareceram. Então Moisés Feitosa escolheu uma comissão composta pelos senhores Ozório Leme, Sebastião de Almeida Pinto, Luiz Leandro, Aldo Pace, Nelson Guimarães, Deodoro Pinheiro Machado, Oscarlino Martins, Francisco Vendito, Araldo Aires Monteiro e Eulico Mascarenhas. Com eles recebeu, no Cine Casino, daquela época (hoje desaparecido, após incêndio)  um primeiro lote de dez candidatos e deu sinal verde apenas para 4. A comissão achou que estavam com  condições de enfrentar o microfone os seguintes botucatuenses: Mauro Sales (88 pontos), Ignez Boneti (87 pontos), Moacyr de Souza (55 pontos) e Estela Silva Pinto (54 pontos).  Esses foram os primeiros. Mas existiram mais, que a comissão classificou com menos de 50 pontos. E, com os selecionados, o senhor Feitosa organizou uma programação em seu serviço de alto-falantes, no Bosque. Seria assim: às 20,30 horas,  segunda-feiras-Nívea Ranzani (fotos),  terças-Regional, quartas-Moacir de Souza, quintas-Regional, de novo, sextas-Nívea e Moacir. 

 

O primeiro Estúdio  
     Inicialmente pensou-se instalar a Estação de Botucatu num prédio, ainda hoje existente, em plena praça João Pessoa, atual Praça Emílio Peduti.  Esse prédio é o mesmo que hoje abriga uma pastelaria, e ficou por longo tempo sendo o Bar do Radialista. Alí naquele local também já estava instalado o Estúdio do Serviço de Alto-falantes do senhor Moisés Feitosa., com sua Rádio Comercial de Botucatu. Alguns dias depois de liberada a licença para o funcionamento da emissora,  o senhor Olívio Nardy, em ruidosa entrevista à Folha de Botucatu declarou a intenção de utilizar o “’majestoso” prédio do sr. Antonio Aversa, esse da praça João Pessoa, da época.   Por alguma razão que se desconhece agora, a preferência foi dada para outro casarão, também ainda hoje existente, na confluência da Moraes Barros com a João Passos de hoje (antiga Cesário Alvim). Nos altos do casarão, que dava entrada pela Moraes Barros,  adaptado um Estúdio,  foi colocada uma novíssima mesa controladora de som ( de madeira ), importada. Nela estavam os controles, os pratos para rodar os 78 rotações, um rádio receptor (monitor), à direita e, um alto-falante à esquerda. O sistema era o mesmo que ficou longo tempo: o locutor também fazia a operação técnica. Dando mostras da importância do que estava acontecendo na cidade, antes de serem levados para os estúdio da Moraes Barros, os equipamentos ficaram expostos nas vitrines da antiga Casa Pfhaf, para deleite dos olhos e espíritos ávidos pelos sonhos que as ondas sonoras do Rádio propiciariam. No local dos estúdios, também foi construído um pequeno auditório para apresentações de duplas sertanejas e outros cantores ou músicos e algumas salas.  Nada mais do que 30 cadeiras. E só.

A Escolinha de Rádio do professor Angelino
     Mas o concurso para a busca de artistas, feito no início daquele ano, revelou-se assistemático. À direção da Emissora -espécie de gerência técnica e geral, entregue a Olívio Nardy-  pareceu mais conveniente organizar melhor a seleção e preparação dos novos artistas. Em setembro, quando já era dado como certo o funcionamento da Emissora, a direção foi buscar aquele que lhe pareceu mais capaz para a tarefa. Residindo novamente em Botucatu estava o compositor Angelino de Oliveira. Andara pelo “mundo”: cursara Odontologia em Ribeirão Preto, mudara-se para S. Paulo e abrira casa comercial (bar) na Vila Mariana. De lá rumou de volta para Botucatu – local de sua infância – e veio trabalhar com o comércio de instrumentos musicais. Aqui abriu A Musical, comercializando partituras e instrumentos.  Angelino,  por essa ocasião, já era conhecido nacionalmente com suas composições. Já tinha suas músicas gravadas, por vários cantores e orquestras,  nos famosos 78 rotações: em 1923 e 1926 (Tristeza do Jeca), em 1930  (Cantando o Aboio, Cabocla do Sertão, Incruziada),  em 1931 (a modinha Meu País), em 1931, ainda, (Tenho Pena de Meus Olhos), em 1936 (Lua Cheia) e a regravação famosa de Paraguassú  (Tristeza do Jeca), de 1937.  E ainda outra regravação da Tristeza do Jeca saíria antes do final de 1939, pela Columbia. Haveria alguém mais ligado ao meio artístico que o compositor, que passava o dia alí em sua loja da Amando de Barros, mais ou menos onde hoje está o estacionamento do Banco do Brasil. Naquele mesmo  local funcionaria posteriormente uma conhecida casa de comércio chamada Casa Brasileira. E antes de Angelino abrir sua A Musical funcionou alí também uma Papelaria chamada Art Noveau, de propriedade da família Bratke, da forte colônia alemã, local, e que deu ao Brasil um dos nomes mais destacados da arquitetura modernista; o arquiteto Oswaldo Bratke. Mas, voltemos ao nosso assunto, perguntando: haveria alguém mais apropriado  que Angelino para ensinar Rádio?
Pois o Angelino foi o escolhido e começou a trabalhar. Queria interessados para música, canto, declamação e teatro. E uma nova leva de futuros radialistas começou a emergir das aulas do Angelino.     
     Em outubro, depois do período de experiências, foi o Angelino convidado para assumir a direção artística da nova Emissora. Faltavam poucos dias e os que conheciam o Angelino e sua vida pacata,  diziam nos jornais: “O Angelino da vida rotineira e desafogada, anda agora superlotado de serviço e de responsabilidade. Teve que deixar à margem até os seus galos de raça, sempre de crista levantada, na rinha. Não pensem que estou galhofando, imaginem, pois, que em poucos dias ele conseguiu afinar mais de quatrocentos discos, tarefa ingente, que poz à prova o fogo de seu gosto, a sua inteligência e a sua resistência física. “ .

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